COMUNICADOS
Disponibilizamos online os comunicados do 67º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia
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1º Comunicado 1º Comunicado (inglês)

2º Comunicado 3º Comunicado
 
Praias do Brasil
Em comemoração aos 100 anos da SBD, o 67º Congresso faz uma homenagem aos cartões postais do Brasil. Neste comunicado, destacamos
algumas belas praias.
COPACABANA - Rio de Janeiro
Considerada uma das praias mais famosas do mundo, é carinhosamente apelidada, pela população, de “Princesinha do Mar”. O belíssimo calçadão, feito em pedras portuguesas, brancas e pretas – um lindo mosaico como de ondas do mar. É também responsável pelo fascínio que a praia exerce sobre quem a conhece.
Inspirado no calçadão de Lisboa e idealizado por Burle Max, a praia, que já foi cenário de inúmeros filmes e referência em poemas e músicas, é o cenário principal do Réveillon do Rio, com shows de fogos de artifício em vários pontos de sua extensão marítima, reunindo mais de 2 milhões de pessoas.
JERICOACOARA - Ceará
Lugar onde o sol escalda, o vento refrescante não dá trégua e andar descalço é uma premissa deliciosa.
Erguida entre dunas, recortada por poucas ruelas cobertas de areia, sem nenhum asfalto, diante de admirável mar verde, que atrai os olhares de todos, a qualquer hora do dia. O vilarejo de Jericoacoara é um oásis para quem quer descansar à beira-mar.
Parece até que, de propósito, a natureza o mantém assim, tão escondidinho, no litoral oeste do Ceará.
PRAIA DO GUNGA - Alagoas
Localizada dentro de uma fazenda de cocos, exatamente onde o mar encontra a Lagoa do Roteiro, a praia do Gunga é um dos lugares mais procurados pelos turistas. A 13 km de Barra de São Miguel e a 35km de Maceió, a praia, que na maré baixa forma piscinas naturais pertinho da areia, tem águas límpidas e transparentes, e falésias coloridas.
É possível chegar à praia do Gunga de barco (partindo de Barra de São Miguel) ou de carro, por onde o passeio torna-se mais bonito, já que, além de atravessar a plantação de coqueiros, é possível contemplar a bela paisagem que se descortina, subindo o mirante implantado às margens da rodovia.
ALTER DO CHÃO - Pará
Alter do Chão é uma vila turística localizada a 32 km de Santarém, no Estado do Pará, às margens do Rio Tapajós, afluente do Rio Amazonas. Conhecida como “Caribe Amazônico”, o município tem cerca de 30 km de praias exóticas, algumas de fácil acesso e outras completamente desertas e isoladas, formadas pelas águas claras do Tapajós.
Para quem traz na mente as imagens convencionais da Amazônia, chegar a essa vila de pescadores é um espanto! As águas do Tapajós, o mais belo dos rios da Região Norte, mornas e cristalinas, são de um azul intenso, que lembram o azul do mar. De uma das margens do rio não se vê a outra – efeito tão impressionante que os primeiros navegadores europeus provavam de suas águas para ter a certeza de que não eram salgadas.
BAÍA DO SANCHO - Fernando de Noronha, Pernambuco
A Baía do Sancho é considerada por muitos a praia mais bonita do Brasil. Sua beleza é quase intacta, já que chegar lá não é muito fácil. Só há duas formas: de barco, ou descendo por escadas de ferro com o apoio de cabos de aço como corrimão, a partir da metade do percurso até o fim da descida.
Um dos pontos que deve ser visitado é o Mirante dos Golfinhos, de onde é possível avistar os rotadores brincando no mar.
Uma época boa de conhecer a Baía do Sancho é de fevereiro a junho, quando as águas das chuvas formam duas cachoeiras que caem de cima para um precipício.
PRAIA DO BONETE - São Paulo
A Praia Grande do Bonete, mais conhecida como Praia do Bonete, é uma praia de mar calmo e águas claras, areia branca e com muita sombra.
É um lugar paradisíaco, a 24 Km do centro da cidade de Ubatuba, onde se encontra tranquilidade e um ambiente ideal para quem quer fugir da agitação das praias do centro.
Só se chega à praia por trilha, ou de barco. Se a opção for trilha, o turista poderá admirar belas paisagens, passando pelas praias do Oeste – Peres e Bonetinho – onde uma parada para tirar belas fotos e desfrutar de um mergulho é inevitável.
A Praia do Bonete abriga uma hospitaleira comunidade caiçara, que tira seu sustento da pesca e de restaurantes que servem deliciosos pratos típicos, feitos com frutos do mar. É um excelente local para acampar, admirar o céu estrelado e manter contato com a natureza.
LAGOINHA DO LESTE - Santa Catarina
Praia, costões, lagoa, cachoeira e mata nativa. Esses ingredientes estão todos juntos na Lagoinha do Leste, que esconde seu encanto entre os morros do sul da Ilha de Santa Catarina, um dos últimos redutos de Mata Atlântica, ainda preservado em Florianópolis.
A melhor maneira de chegar à Lagoinha do Leste é a pé. De carro, impossível. Não há estrada. Essa dificuldade de acesso tem servido como escudo protetor do lugar. A caminhada não exige habilidades de alpinista e pode ser encarada sem sacrifício por quem gosta de estar junto da natureza. A lagoinha que dá nome ao lugar é abastecida por uma bacia hidrográfica de pequenos córregos que nascem na floresta. Todo esse conjunto natural abriga uma rica biodiversidade. Em Lagoinha do Leste acontece o espetáculo das algas fosforescentes: a água cintila ao menor toque, a areia molhada da margem brilha com os passos da noite.
 
Comidas Típicas do Brasil
Em comemoração aos 100 anos da SBD, o 67º Congresso faz uma homenagem à rica, saborosa e diversificada culinária brasileira. Neste comunicado, destacamos alguns pratos típicos.
FEIJOADA - o mais brasileiro dos sabores
A feijoada é um resultado da fusão de costumes alimentares de diferentes origens. A farinha com feijão, mais a carne preparada à parte, foi herdada da cultura indígena, e se fundiu com a cultura africana. Por outro lado, o feijão cozido junto com as carnes (e não separadamente) já denota a influência portuguesa.
Constituída de feijão, cozido com várias carnes: carne-seca, pé, orelha, rabo e pele de porco, toucinho, linguiça e paio, servida com arroz branco, farinha de mandioca, couve (refogada com alho), molho de pimenta e laranja fatiada. É ainda acompanhada por caipirinha, além de ser digestiva, alegra o grupo dos grandes apreciadores do especial prato brasileiro.
As receitas tradicionais de feijoada apresentam variações regionais. No sudeste e no sul prevalece o uso do feijão preto, mas no Norte e no Nordeste, o do feijão-mulatinho. A feijoada nordestina leva também vários legumes, como quiabo, maxixe, couve, abóbora, repolho e batata-doce.
A feijoada se popularizou entre todas as camadas sociais no Brasil, sempre com espírito de festa e celebração.
CHURRASCO - dos Pampas às grandes cidades
Não existe referência exata sobre a origem do churrasco, mas presume-se que, a partir do domínio do fogo, na pré-história, o homem passou a assar a carne de caça, ao perceber que o processo a deixava mais macia.
No Brasil, a primeira grande área de criação de gado foi no Rio Grande do Sul. Os vaqueiros (gaúchos) tornaram o prato famoso e típico da região. O costume cruzou os limites e se tornou um prato nacional. Conquistou o paladar dos brasileiros e ganhou fama internacional.
A mistura de culturas no sul do país deixou marcas facilmente identificáveis nos acompanhamentos – linguiças, carne de porco e salada de batatas – que provêm dos imigrantes alemães. Os italianos trouxeram ainda o churrasco de frango, além da polenta e do uso de folhas de agrião e rúcula.
Gera, entre os adeptos do churrasco, muita discussão sobre como considerar o “verdadeiro churrasco”. Por exemplo: a utilização de lenha ou de carvão; de espeto ou grelha; temperado, ou não, com sal grosso ou refinado; de gado, suíno, aves ou de frutos do mar.
ACARAJÉ - uma comida sagrada
Acarajé é uma especialidade gastronômica da culinária afro-brasileira, feito de feijão fradinho moído e batido, posteriormente, com cebola ralada, água e sal, e frito em azeite de dendê.
A iguaria é vendida em tabuleiros nas ruas, praças públicas e praias e vem recheada com complementos: vatapá, caruru, camarão, salada, pimenta, que dão sabor, aroma, cor, levando à forma descontraída de degustar esse bolinho, frito e consumido na hora.
Na África, é chamado de “àkàrà” que significa “bola de fogo”, enquanto “je” possui o significado de “comer”. No Brasil, foram reunidas as duas palavras numa só “acara-je”, ou seja, “comer bola de fogo”.
O acarajé é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas: Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelas “filhas-de-santo” de Iansã ou Santa Bárbara.
MOQUECA - o manjar brasileiro, por excelência
A moqueca é um cozido de peixe e outros frutos do mar, com diferentes temperos.
Tradicional item da culinária brasileira, há inúmeros modos de preparo – variações regionais das receitas originais indígenas. Estas eram feitas em grelhas de varas ou ainda apenas em folhas de árvores, cobertas por cinzas quentes (o que era chamado “moquém”).
Esse prato é feito com peixe e temperado com coentro, alho, cebola, tomate, urucum, sal e limão, entre outros ingredientes que variam de região para região. Atualmente, a moqueca não é assada, mas, sim, refogada. É considerada por muitos como o “manjar brasileiro”, por excelência.
A Muqueca (ou Moqueca) capixaba não leva leite de coco, nem óleo, ou azeite de dendê. Nesta não se coloca banana da terra, pimentões, nem ovos cozidos por cima, para enfeitar. Nem água. Os únicos ingredientes permitidos, que podem acompanhar o peixe, são os camarões pequenos ou grandes (VG). Para acompanhar, costuma-se fazer uma moqueca de banana da terra com os mesmos temperos, pirão, feito geralmente da cabeça do peixe, e arroz branco.
A panela de barro é um item obrigatório na culinária capixaba e vem de um hábito indígena. Os Índios achavam que o acessório era tão importante quanto os ingredientes.
CALDO DE PIRANHA - delicioso e muito energético
O caldo de piranha é originalmente preparado pelos índios da região do Mato Grosso do Sul.
Piranhas são peixes carnívoros de água doce que habitam alguns rios do pantanal e de outras regiões brasileiras. Encontrado, principalmente, em águas rasas, pode atingir até 50cm de comprimento.
É um alimento típico e muito difundido na região pantaneira. Costuma-se tomar o caldo de piranha em cumbucas ou xícaras.
É comum prepará-lo bem apimentado. Há ainda quem goste de engrossar o caldo com a farinha de mandioca.
Preparando o caldo: limpe as piranhas, deixe-as com a cabeça e tempere-as com o limão, cebola, alho, cheiro-verde, sal e pimenta. Deixe repousar por uma hora. Esquente o óleo, frite as piranhas por alguns minutos, com todos os temperos, adicione o pimentão e o tomate, junte o extrato de tomate e a água, tampe a panela e deixe ferver. Após uma hora, verifique se o tempero está bom. Coe numa peneira grossa e sirva.
BARREADO - especial e inconfundível
O barreado ou carne barreada é um prato típico do litoral paranaense, sendo o mais tradicional do Estado. Sua origem é açoriana e seu ritual, de mais de 300 anos, ainda é seguido no preparo do prato. A origem é atribuída aos portugueses que vieram para o litoral do Paraná no século XVIII.
O prato consiste de uma carne cozida, servida com arroz e farinha de mandioca. O segredo na preparação é o tempo de cozimento na panela de barro - cerca de vinte horas - o suficiente para desfiar toda a carne. Depois de cozida, as fibras da carne se soltam, resultando em um caldo grosso e muito saboroso. Para manter o sabor da carne, é necessário vedar a panela com uma massa de farinha e água, um “barro” preparado para manter o vapor dentro da panela.
Tradicionalmente o prato é acompanhado de frutas: bananas (com banana o gosto se completa) e laranjas. A cachaça de banana costuma ser servida como aperitivo. Como entrada ao prato principal, pode ser servido o bolinho de barreado (bolinho frito recheado com banana amassada e a carne do barreado).
Segundo os apreciadores, este é um prato para ser saboreado aos poucos, devagar, sem a menor pressa. Seu sabor é especial e inconfundível. Comer o Barreado uma vez significa apreciá-lo para o resto da vida.
CARNE DE SOL - grande vedete da culinária sertaneja
Em tempos mais antigos, depois de colocado o sal (fino), a carne era exposta ao sol, assim que abatido o gado, nas primeiras horas da manhã. Ali a carne permanecia até que secasse totalmente. Daí veio seu nome: "carne-de-sol", como é conhecida e apreciada.
Hoje, não se faz mais assim. A secagem da carne se dá, única e exclusivamente, pelo uso do sal. Em pedaços de carne (alcatra, chã-de-dentro, chã-de-fora, filé, lombo, patinho, picanha), preferencialmente com gordura, são feitos cortes verticais e colocado o sal. Depois é que são empilhadas, uma sobre as outras, em ambiente climatizado, por cerca de 8 horas, para que o sal se infiltre na carne, soltando uma salmoura avermelhada. São viradas, continuamente, até que se complete o processo por 24 horas de salga. Em seguida, são acondicionadas em caixas plásticas, resistentes, permanecendo na geladeira até sua saída para comercialização.
A carne-de-sol (carne-de-vento ou carne-do-sertão) tem o mesmo processo de preparação do charque (carne-seca, carne-do-ceará ou jabá), apenas se usando bem menos sal. Por conta disso, seu tempo de conservação é menor. É bem mais macia que o charque, pois o sal desidrata somente a sua capa externa, conservando em seu interior a umidade, a textura e a cor original da carne.
PIRARUCU - o bacalhau brasileiro
O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce (fluvial ou lacustre) do Brasil. Pode atingir três metros e seu peso pode ir até 200 kg.
Encontrado na bacia Amazônica, esse peixe é um dos maiores de água doce do mundo, e é conhecido também como o “bacalhau da Amazônia”. Seu nome vem de dois termos tupis: “pirá” (peixe) e “urucum” (vermelho), devido à cor vermelha de sua cauda.
É utilizado para o preparo de diversos pratos típicos, entre os quais o famoso “pirarucu de casaca”, um prato à base de peixe, farinha e banana. O uso de sua saborosa carne é democrático pois aceita tanto a grelha quanto um ensopado. Uma das maneiras mais simples e gostosas de usá-lo é preparado “à dorê”, para ser degustado com gotas de limão.
Entre outros pratos da nossa culinária, podem ser citados: abará, alambica, amor aos pedaços, angu, arroz com pequi, arroz de carreteiro, baião-de-dois, bobó de camarão, buchada de bode ou carneiro, camarão na moranga, carneirada, caruru, casquinhas de siri, charque, dourado recheado, ensopado de camarão, escaldado, escondidinho, espeto, espinhaço de ovelha, feijão tropeiro, feijão verde, frango com guariroba, galinha ao molho pardo, galinha caipira, leitão à pururuca, pacu frito ou assado, panelada, pato no tucupi, peixe com mandioca, pirão, polenta frita, quiabo frito, salame de porco, sarapatel, sopa de jerimum, tacacá, tambaqui, tapioca, torta capixaba, tucunaré, tucupi, tutu, vaca atolada, vatapá, virado, xinxim de galinha, etc.
 
Festas do Brasil
Em comemoração aos 100 anos da SBD, o 67º Congresso faz uma homenagem ao espírito alegre e festeiro do brasileiro. Neste comunicado, destacamos algumas dessas famosas celebrações.
CARNAVAL - a festa que agira o Brasil inteiro
O Carnaval teve origem na Grécia, em meados dos anos 600 a 520 a.C. Os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela
produção. Na Antiguidade era marcado por grandes festas, nas quais se comia, bebia e
participava de alegres celebrações na busca incessante dos prazeres. A Igreja Católica se opunha a estes festejos pagãos, porém, em 590, decidiu reconhecê-los mas exigiu que o dia seguinte, a Quarta-feira de Cinzas, fosse dedicado à expiação dos pecados e ao arrependimento. No século XI, implantou a Semana Santa, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades, a festa carnavalesca, nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está relacionada à ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão carnis valles, carnis em latim significa carne e valles, prazeres. O recorde de Maior Carnaval do Brasil é para o realizado no Rio de Janeiro, que em 2011 atraiu quase 5 milhões de foliões, reuniu aproximadamente 400 blocos e mais de 300 bandas, culminando no desfile da Sapucaí. O recorde de Maior Carnaval de Rua do Mundo é para o de Salvador, que atrai em média 2 milhões de pessoas. O Carnaval de Salvador dura seis dias e tem lugar em 26 km de vias públicas no centro da cidade, com 100 blocos e trios elétricos.
LAVAGEM DO BONFIM - um sincretismo afro-católico
A Lavagem das Escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim é um ritual religioso que reúne milhares de pessoas e é considerado a segunda maior manifestação popular da
Bahia, perdendo apenas para o Carnaval. Duas religiões se unem, católicos e adeptos do
candomblé, percorrem juntos 8 km e cantam hinos de adoração às duas principais divindades de cada crença, Nosso Senhor Jesus Cristo e Oxalá, configurando um dos maiores exemplos brasileiros do fenômeno de fusão de religiões. As baianas com seus trajes típicos – turbantes, saias engomadas, braceletes e colares – comandam o cortejo e carregam vasos com água de cheiro. Atrás delas vem o bloco Filhos de Gandhi e uma multidão de fiéis. Todos se vestem de branco, que á a cor de Oxalá, o deus Yoruba sincretizado com Senhor do Bonfim. Num gesto simbólico de purificação as baianas molham com água de cheiro os 10 degraus da escadaria da igreja, onde também depositam flores. O ritual termina em festa, animada por música, bebidas e comidas típicas vendidas nas barracas que são montadas ao redor da igreja. É possível também comprar as tradicionais fitinhas do Senhor do Bonfim, que tem exatamente o mesmo comprimento do braço da imagem que está dentro da Igreja. Acredita-se que ao amarra-la no pulso deve-se fazer três pedidos que serão realizados quando a fitinha cair.
CAVALHADAS - recriação de torneios medievais
As Cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros, algumas vezes com enredo baseado no livro “Carlos Magno e Os Doze Pares da França”, uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei. No Brasil, as Cavalhadas têm registro desde o século XVII e acontecem durante a Festa do Divino nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Os cavaleiros dividem-se em dois grupos, vestidos com bonitos trajes azuis (cristãos) ou vermelhos (mouros), montando cavalos enfeitados. Após vários diálogos (encontro das embaixadas), simulam lutas mostrando sua perícia, portando revólveres, espadas e lanças. A corte é representada por personagens como o rei, o general, príncipes, princesas, embaixadores e lacaios, todos vestidos com ricas fantasias. De lados opostos do campo estão os redutos dos reis cristãos e mouros. No final há paz, os cristãos vencem os mouros, que se convertem ao cristianismo. Os cavaleiros se entregam a uma série de competições equestres (sortes), oferecendo os troféus às suas "damas". Duas bandas de música acompanham o espetáculo: a de "pancadaria" ou "infernal" apupa os faltosos e a outra toca em louvor dos vencedores. No Rio Grande do Sul são conhecidas as Cavalhadas realizadas principalmente em Cazuza Ferreira, distrito de São Francisco de Paula, Vacaria, Mostardas, Santo Antonio da Patrulha e Caçapava.
RÉVEILLON - o despertar para um Ano-Novo
O Ano Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. A celebração do evento é também chamada Réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa "despertar". A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o dia 1º de janeiro como o Dia do Ano Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). No Rio de Janeiro há queima de fogos e shows musicais ao longo da orla marítima. A principal ocorre na Praia de Copacabana, que na virada de 2011 para 2012, teve sua queima de fogos com duração de 16 minutos e contou com cerca de dois milhões de pessoas. A cidade recebeu, do World Travel Guide, o prêmio de maior festa de réveillon do mundo. Em São Paulo, durante a tarde do dia 31 de dezembro, ocorre a Corrida Internacional de São Silvestre, que é a mais famosa corrida de rua no Brasil, realizada no dia de São Silvestre (data de morte do Papa da Igreja Católica, canonizado também neste dia, anos depois, no quarto século da Era Cristã). Possui um percurso de 15 km, menos da metade de uma maratona, mas com quase todas as suas dificuldades devido ao intenso calor do verão e aos obstáculos geográficos a serem superados pelos participantes.
OKTOBERFEST - a festa da cerveja
A Oktoberfest é um festival de cerveja e uma feira de produtos e diversões celebrada originalmente na Alemanha e disseminada por vários lugares do mundo. No Brasil ela chegou com a cultura dos imigrantes alemães e é realizado em diversas cidades principalmente de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. A primeira Oktoberfest de Munique, em 1810, comemorou o casamento do príncipe herdeiro Luís, mais tarde rei Luís I da Baviera, com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. Na ocasião foi realizada uma corrida de cavalos que contou com a presença da família real da Baviera. O enorme sucesso fez com que fosse marcada outra festa para Outubro do ano seguinte, e assim começou a tradição. A Oktoberfest não é só cerveja. É folclore, memória e tradição. Durante os dias da festa todas as tradições alemãs afloram na sua máxima expressão, através da música, da dança, dos trajes, da culinária típica e do saboroso chope, que preservam os costumes dos antepassados vindos da Alemanha para formar suas colônias no Brasil. A cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada, e acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas a serem desenvolvidas pelo ser humano. Ela já era conhecida pelos sumérios, egípcios e mesopotâmios, desde pelo menos 4.000 a.C. Como os ingredientes usados para fazer cerveja diferem de acordo com o local, suas características (tipo, sabor e cor) variam amplamente.
FESTA JUNINA - uma festa popular multicultural
As Festas Juninas começaram antes da Era Cristã, quando os povos germânicos, egípcios, persas, sírios e sumérios comemoravam o solstício de verão – dia mais longo e noite mais curta do ano – que ocorre no mês de junho no hemisfério norte. A Igreja Católica, porém, atribuiu a essas festas um caráter “cristão”. As divindades pagãs homenageadas foram substituídas por São João Batista (dia 24 de junho), São Pedro e São Paulo (dia 29) e Santo Antônio (dia 13). Assim, as festas desses santos passaram a ser chamadas de juninas. Os colonizadores portugueses cultivavam essa tradição e incorporaram aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras. Com o passar do tempo, as comemorações foram agregando variações regionais. A música e os instrumentos usados estão na base da música popular e folclórica portuguesa. As roupas 'caipiras' são uma clara referência ao povo campestre, que povoou principalmente o Nordeste do Brasil. O local onde ocorre a festa é chamado de arraial, um espaço ao ar livre onde barracas são erguidas, decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro ou bambu. Nos arraiais acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos matutos. A Festa Junina de Caruaru, em Pernambuco, é a maior festa de São João do Mundo.
FESTIVAL FOLCLÓRICO DE PARINTINS - a opéra do boi
É uma festa realizada na cidade de Parintins, Amazonas, onde competem duas associações: o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, azul. A apresentação ocorre no Bumbódromo, um tipo de estádio com o formato de uma cabeça de boi estilizada. Durante as três noites de apresentação, os dois Bois dançam e cantam. A música que acompanha é a toada, produzida por vários ritmistas. Muitas incluem sons da floresta e o canto dos pássaros. As letras exploram mitos, lendas da floresta amazônica, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos através de alegorias e encenações. Conta a lenda que Mãe Catirina, grávida, desejava comer a língua do boi mais bonito da fazenda. Para satisfazer o desejo da mulher, Pai Francisco manda matar o boi de estimação do patrão. Pai Francisco é descoberto, tenta fugir, mas é preso. Para salvar o boi, um padre e um médico são chamados (o pajé, na tradição indígena) e o boi ressuscita. Pai Francisco e Mãe Catirina são perdoados e há uma grande comemoração. A galera (torcida) dá um show à parte. Enquanto um Boi se apresenta, sua galera participa com todo entusiasmo. Seu desempenho também é julgado. Do outro lado, a galera do lado contrário (adversário) não se manifesta. São proibidas vaias, palmas, gritos ou qualquer outra demonstração de expressão quando o "contrário" se apresenta; ficam no mais absoluto silêncio, num exemplo de cordialidade, respeito e civilidade.
CÍRIO DE NAZARÉ - 15 dias de celebração
O Círio de Nazaré, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é a maior manifestação religiosa católica do Brasil e o maior evento religioso do mundo. O termo "círio" tem origem na palavra latina cereus, que significa vela grande. No Brasil era uma romaria vespertina e até mesmo noturna, daí o uso de velas. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada de manhã. A introdução da devoção à Santa, no Pará, foi feita pelos padres jesuítas, no século XVII. A tradição mais conhecida relata que, em 1700, Plácido, um caboclo, descendente de portugueses e de índios, andava pelo igarapé Murutucu quando encontrou uma imagem de Nossa Senhora da Nazaré. Plácido levou a imagem para casa e ela retornou inexplicavelmente ao lugar do achado por diversas ocasiões. Apesar do Círio de Belém ser o mais conhecido no Brasil, o Círio mais antigo do Brasil data de 1630, em Saquarema, Rio de Janeiro. Após noite tempestuosa, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi encontrada por pescadores, porém ela sempre retornava aos penedos onde foi encontrada. Em Belém, as manifestações religiosas duram quinze dias. Entre os pontos altos destacam-se: o Traslado de Nossa Senhora, Romaria Rodoviária, Romaria Fluvial, Moto-Romaria, Trasladação, Procissão do Círio e Recírio (duas semanas após o Círio, uma procissão de despedida).
FESTA DO PEÃO - a adrenalina corre solta na arena
Festa do Peão de Boiadeiro ou simplesmente Festa do Peão é uma festa popular que consiste num rodeio de touros e cavalos com apresentações musicais. Um evento rural, que tem suas raízes no transporte de gado pelas estradas de terra desde as pastagens aos frigoríficos das cidades. Os peões das "comitivas" que levavam estas boiadas se reuniam ao entardecer para brincar de montar cavalos bravos. Eles passavam meses viajando pelos Estados brasileiros, eram as estrelas da Festa do Peão e, muitos deles, acabaram se transformando em competidores e corriam de uma festa para outra atrás dos prêmios. A prática do rodeio em touros, hoje muito mais dinâmica que a de cavalos, foi trazida dos Estados Unidos. Os "toureiros" salva-vidas garantem a segurança e a própria vida dos peões de rodeio. Vestidos de maneira espalhafatosa, para chamarem a atenção dos touros, muitas vezes se posicionam entre o animal e o peão, após a queda da montaria. No Brasil acontecem centenas de festivais desse tipo durante o ano todo, famosos e reconhecidos mundialmente, sendo que alguns estão entre os maiores do mundo. A maior festa de rodeio no Brasil é a Festa do Peão de Barretos. A adrenalina que corre solta na arena e a emoção do público fazem da festa um show que merece ser assistido.
FESTA DA UVA - e/ou do vinho
A Festa da Uva remonta a colonização italiana principalmente no Sul do outros produtos da terra, responsáveis pelos primeiros No Brasil são realizadas várias festas em nome da uva ou do vinho. Diversos produtores colocam em exposição e à venda variedades de uva, vinho e produtos derivados da matéria-prima de lavouras e pomares dos produtores locais. Os visitantes se divertem com uma variada programação, entre shows, apresentação de grupos folclóricos, desfile de carros alegóricos que levam as rainhas e princesas da festa. É possível saborear a comida típica da região e participar de alguns hábitos dos colonizadores italianos, como amassar uvas com os pés, arremesso de queijo parmesão e fazer macarrão artesanal. O vinho possui uma longa história que remonta aproximadamente 6 mil anos a.C., com origem nos atuais territórios da Geórgia ou do Irã. O seu aparecimento na Europa ocorreu há aproximadamente 6500 anos, na região hoje ocupada pela Bulgária ou Grécia, sendo muito comum na Grécia e Roma antigas. O vinho tem desempenhado um papel importante em várias religiões desde tempos antigos. O deus grego Dionísio e o deus romano Baco representavam o vinho e ainda hoje o vinho tem um papel central em cerimônias religiosas cristãs e judaicas como a Eucaristia e o Kidush.

 

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