|
| |
COMUNICADOS |
 |
Disponibilizamos
online os comunicados do 67º Congresso da Sociedade Brasileira
de Dermatologia
Clique na imagem abaixo para efetuar o download.
|
|
| 1º
Comunicado |
1º
Comunicado (inglês) |
 |
 |
|
| 2º
Comunicado |
3º
Comunicado |
 |
 |
| |
| Praias
do Brasil |
Em
comemoração aos 100 anos da SBD, o 67º Congresso
faz uma homenagem aos cartões postais do Brasil.
Neste comunicado, destacamos
algumas belas praias. |
|
COPACABANA
- Rio de Janeiro
Considerada
uma das praias mais famosas do mundo, é
carinhosamente apelidada, pela população,
de “Princesinha do Mar”. O belíssimo calçadão,
feito em pedras portuguesas, brancas e pretas
– um lindo mosaico como de ondas do mar.
É também responsável pelo fascínio que a
praia exerce sobre quem a conhece.
Inspirado no calçadão de Lisboa e idealizado
por Burle Max, a praia, que já foi cenário
de inúmeros filmes e referência em poemas
e músicas, é o cenário principal do Réveillon
do Rio, com shows de fogos de artifício
em vários pontos de sua extensão marítima,
reunindo mais de 2 milhões de pessoas. |
|
JERICOACOARA
- Ceará
Lugar onde o sol escalda, o vento
refrescante não dá trégua e andar descalço
é uma premissa deliciosa.
Erguida entre dunas, recortada por poucas
ruelas cobertas de areia, sem nenhum asfalto,
diante de admirável mar verde, que atrai
os olhares de todos, a qualquer hora do
dia. O vilarejo de Jericoacoara é um oásis
para quem quer descansar à beira-mar.
Parece até que, de propósito, a natureza
o mantém assim, tão escondidinho, no litoral
oeste do Ceará. |
|
PRAIA
DO GUNGA - Alagoas
Localizada dentro de uma fazenda de cocos,
exatamente onde o mar encontra a Lagoa do
Roteiro, a praia do Gunga é um dos lugares
mais procurados pelos turistas. A 13 km
de Barra de São Miguel e a 35km de Maceió,
a praia, que na maré baixa forma piscinas
naturais pertinho da areia, tem águas límpidas
e transparentes, e falésias coloridas.
É possível chegar à praia do Gunga de barco
(partindo de Barra de São Miguel) ou de
carro, por onde o passeio torna-se mais
bonito, já que, além de atravessar a plantação
de coqueiros, é possível contemplar a bela
paisagem que se descortina, subindo o mirante
implantado às margens da rodovia. |
|
ALTER
DO CHÃO - Pará
Alter do Chão é uma vila turística localizada
a 32 km de Santarém, no Estado do Pará,
às margens do Rio Tapajós, afluente do Rio
Amazonas. Conhecida como “Caribe Amazônico”,
o município tem cerca de 30 km de praias
exóticas, algumas de fácil acesso e outras
completamente desertas e isoladas, formadas
pelas águas claras do Tapajós.
Para quem traz na mente as imagens convencionais
da Amazônia, chegar a essa vila de pescadores
é um espanto! As águas do Tapajós, o mais
belo dos rios da Região Norte, mornas e
cristalinas, são de um azul intenso, que
lembram o azul do mar. De uma das margens
do rio não se vê a outra – efeito tão impressionante
que os primeiros navegadores europeus provavam
de suas águas para ter a certeza de que
não eram salgadas. |
|
BAÍA
DO SANCHO - Fernando de
Noronha, Pernambuco
A Baía do Sancho é considerada por muitos
a praia mais bonita do Brasil. Sua beleza
é quase intacta, já que chegar lá não é
muito fácil. Só há duas formas: de barco,
ou descendo por escadas de ferro com o apoio
de cabos de aço como corrimão, a partir
da metade do percurso até o fim da descida.
Um dos pontos que deve ser visitado é o
Mirante dos Golfinhos, de onde é possível
avistar os rotadores brincando no mar.
Uma época boa de conhecer a Baía do Sancho
é de fevereiro a junho, quando as águas
das chuvas formam duas cachoeiras que caem
de cima para um precipício. |
|
PRAIA
DO BONETE - São Paulo
A Praia Grande do Bonete, mais conhecida
como Praia do Bonete, é uma praia de mar
calmo e águas claras, areia branca e com
muita sombra.
É um lugar paradisíaco, a 24 Km do centro
da cidade de Ubatuba, onde se encontra tranquilidade
e um ambiente ideal para quem quer fugir
da agitação das praias do centro.
Só se chega à praia por trilha, ou de barco.
Se a opção for trilha, o turista poderá
admirar belas paisagens, passando pelas
praias do Oeste – Peres e Bonetinho – onde
uma parada para tirar belas fotos e desfrutar
de um mergulho é inevitável.
A Praia do Bonete abriga uma hospitaleira
comunidade caiçara, que tira seu sustento
da pesca e de restaurantes que servem deliciosos
pratos típicos, feitos com frutos do mar.
É um excelente local para acampar, admirar
o céu estrelado e manter contato com a natureza. |
|
LAGOINHA
DO LESTE - Santa Catarina
Praia, costões, lagoa, cachoeira
e mata nativa. Esses ingredientes estão
todos juntos na Lagoinha do Leste, que esconde
seu encanto entre os morros do sul da Ilha
de Santa Catarina, um dos últimos redutos
de Mata Atlântica, ainda preservado em Florianópolis.
A melhor maneira de chegar à Lagoinha do
Leste é a pé. De carro, impossível. Não
há estrada. Essa dificuldade de acesso tem
servido como escudo protetor do lugar. A
caminhada não exige habilidades de alpinista
e pode ser encarada sem sacrifício por quem
gosta de estar junto da natureza. A lagoinha
que dá nome ao lugar é abastecida por uma
bacia hidrográfica de pequenos córregos
que nascem na floresta. Todo esse conjunto
natural abriga uma rica biodiversidade.
Em Lagoinha do Leste acontece o espetáculo
das algas fosforescentes: a água cintila
ao menor toque, a areia molhada da margem
brilha com os passos da noite. |
|
| |
| Comidas
Típicas do Brasil |
| Em
comemoração aos 100 anos da SBD, o 67º Congresso
faz uma homenagem à rica, saborosa e diversificada
culinária brasileira. Neste comunicado, destacamos
alguns pratos típicos. |
|
FEIJOADA
- o mais brasileiro dos sabores
A feijoada é um resultado da fusão
de costumes alimentares de diferentes origens.
A farinha com feijão, mais a carne preparada
à parte, foi herdada da cultura indígena,
e se fundiu com a cultura africana. Por
outro lado, o feijão cozido junto com as
carnes (e não separadamente) já denota a
influência portuguesa.
Constituída de feijão, cozido com várias
carnes: carne-seca, pé, orelha, rabo e pele
de porco, toucinho, linguiça e paio, servida
com arroz branco, farinha de mandioca, couve
(refogada com alho), molho de pimenta e
laranja fatiada. É ainda acompanhada por
caipirinha, além de ser digestiva, alegra
o grupo dos grandes apreciadores do especial
prato brasileiro.
As receitas tradicionais de feijoada apresentam
variações regionais. No sudeste e no sul
prevalece o uso do feijão preto, mas no
Norte e no Nordeste, o do feijão-mulatinho.
A feijoada nordestina leva também vários
legumes, como quiabo, maxixe, couve, abóbora,
repolho e batata-doce.
A feijoada se popularizou entre todas as
camadas sociais no Brasil, sempre com espírito
de festa e celebração. |
|
CHURRASCO
- dos Pampas às grandes cidades
Não existe referência exata sobre
a origem do churrasco, mas presume-se que,
a partir do domínio do fogo, na pré-história,
o homem passou a assar a carne de caça,
ao perceber que o processo a deixava mais
macia.
No Brasil, a primeira grande área de criação
de gado foi no Rio Grande do Sul. Os vaqueiros
(gaúchos) tornaram o prato famoso e típico
da região. O costume cruzou os limites e
se tornou um prato nacional. Conquistou
o paladar dos brasileiros e ganhou fama
internacional.
A mistura de culturas no sul do país deixou
marcas facilmente identificáveis nos acompanhamentos
– linguiças, carne de porco e salada de
batatas – que provêm dos imigrantes alemães.
Os italianos trouxeram ainda o churrasco
de frango, além da polenta e do uso de folhas
de agrião e rúcula.
Gera, entre os adeptos do churrasco, muita
discussão sobre como considerar o “verdadeiro
churrasco”. Por exemplo: a utilização de
lenha ou de carvão; de espeto ou grelha;
temperado, ou não, com sal grosso ou refinado;
de gado, suíno, aves ou de frutos do mar. |
|
ACARAJÉ
- uma comida sagrada
Acarajé é uma especialidade gastronômica
da culinária afro-brasileira, feito de feijão
fradinho moído e batido, posteriormente,
com cebola ralada, água e sal, e frito em
azeite de dendê.
A iguaria é vendida em tabuleiros nas ruas,
praças públicas e praias e vem recheada
com complementos: vatapá, caruru, camarão,
salada, pimenta, que dão sabor, aroma, cor,
levando à forma descontraída de degustar
esse bolinho, frito e consumido na hora.
Na África, é chamado de “àkàrà” que significa
“bola de fogo”, enquanto “je” possui o significado
de “comer”. No Brasil, foram reunidas as
duas palavras numa só “acara-je”, ou seja,
“comer bola de fogo”.
O acarajé é um bolinho característico do
candomblé. Sua origem é explicada por um
mito sobre a relação de Xangô com suas esposas:
Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim,
uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser
vendido num contexto profano, o acarajé
ainda é considerado, pelas baianas, como
uma comida sagrada. Por isso, a sua receita,
embora não seja secreta, não pode ser modificada
e deve ser preparada apenas pelas “filhas-de-santo”
de Iansã ou Santa Bárbara.
|
|
MOQUECA
- o manjar brasileiro, por excelência
A moqueca é um cozido de peixe
e outros frutos do mar, com diferentes temperos.
Tradicional item da culinária brasileira,
há inúmeros modos de preparo – variações
regionais das receitas originais indígenas.
Estas eram feitas em grelhas de varas ou
ainda apenas em folhas de árvores, cobertas
por cinzas quentes (o que era chamado “moquém”).
Esse prato é feito com peixe e temperado
com coentro, alho, cebola, tomate, urucum,
sal e limão, entre outros ingredientes que
variam de região para região. Atualmente,
a moqueca não é assada, mas, sim, refogada.
É considerada por muitos como o “manjar
brasileiro”, por excelência.
A Muqueca (ou Moqueca) capixaba não leva
leite de coco, nem óleo, ou azeite de dendê.
Nesta não se coloca banana da terra, pimentões,
nem ovos cozidos por cima, para enfeitar.
Nem água. Os únicos ingredientes permitidos,
que podem acompanhar o peixe, são os camarões
pequenos ou grandes (VG). Para acompanhar,
costuma-se fazer uma moqueca de banana da
terra com os mesmos temperos, pirão, feito
geralmente da cabeça do peixe, e arroz branco.
A panela de barro é um item obrigatório
na culinária capixaba e vem de um hábito
indígena. Os Índios achavam que o acessório
era tão importante quanto os ingredientes. |
|
CALDO
DE PIRANHA - delicioso e muito energético
O caldo de piranha é originalmente
preparado pelos índios da região do Mato
Grosso do Sul.
Piranhas são peixes carnívoros de água doce
que habitam alguns rios do pantanal e de
outras regiões brasileiras. Encontrado,
principalmente, em águas rasas, pode atingir
até 50cm de comprimento.
É um alimento típico e muito difundido na
região pantaneira. Costuma-se tomar o caldo
de piranha em cumbucas ou xícaras.
É comum prepará-lo bem apimentado. Há ainda
quem goste de engrossar o caldo com a farinha
de mandioca.
Preparando o caldo: limpe as piranhas, deixe-as
com a cabeça e tempere-as com o limão, cebola,
alho, cheiro-verde, sal e pimenta. Deixe
repousar por uma hora. Esquente o óleo,
frite as piranhas por alguns minutos, com
todos os temperos, adicione o pimentão e
o tomate, junte o extrato de tomate e a
água, tampe a panela e deixe ferver. Após
uma hora, verifique se o tempero está bom.
Coe numa peneira grossa e sirva. |
|
BARREADO
- especial e inconfundível
O barreado ou carne barreada é
um prato típico do litoral paranaense, sendo
o mais tradicional do Estado. Sua origem
é açoriana e seu ritual, de mais de 300
anos, ainda é seguido no preparo do prato.
A origem é atribuída aos portugueses que
vieram para o litoral do Paraná no século
XVIII.
O prato consiste de uma carne cozida, servida
com arroz e farinha de mandioca. O segredo
na preparação é o tempo de cozimento na
panela de barro - cerca de vinte horas -
o suficiente para desfiar toda a carne.
Depois de cozida, as fibras da carne se
soltam, resultando em um caldo grosso e
muito saboroso. Para manter o sabor da carne,
é necessário vedar a panela com uma massa
de farinha e água, um “barro” preparado
para manter o vapor dentro da panela.
Tradicionalmente o prato é acompanhado de
frutas: bananas (com banana o gosto se completa)
e laranjas. A cachaça de banana costuma
ser servida como aperitivo. Como entrada
ao prato principal, pode ser servido o bolinho
de barreado (bolinho frito recheado com
banana amassada e a carne do barreado).
Segundo os apreciadores, este é um prato
para ser saboreado aos poucos, devagar,
sem a menor pressa. Seu sabor é especial
e inconfundível. Comer o Barreado uma vez
significa apreciá-lo para o resto da vida. |
|
CARNE
DE SOL - grande vedete da culinária sertaneja
Em
tempos mais antigos, depois de colocado
o sal (fino), a carne era exposta ao sol,
assim que abatido o gado, nas primeiras
horas da manhã. Ali a carne permanecia até
que secasse totalmente. Daí veio seu nome:
"carne-de-sol", como é conhecida
e apreciada.
Hoje, não se faz mais assim. A secagem da
carne se dá, única e exclusivamente, pelo
uso do sal. Em pedaços de carne (alcatra,
chã-de-dentro, chã-de-fora, filé, lombo,
patinho, picanha), preferencialmente com
gordura, são feitos cortes verticais e colocado
o sal. Depois é que são empilhadas, uma
sobre as outras, em ambiente climatizado,
por cerca de 8 horas, para que o sal se
infiltre na carne, soltando uma salmoura
avermelhada. São viradas, continuamente,
até que se complete o processo por 24 horas
de salga. Em seguida, são acondicionadas
em caixas plásticas, resistentes, permanecendo
na geladeira até sua saída para comercialização.
A carne-de-sol (carne-de-vento ou carne-do-sertão)
tem o mesmo processo de preparação do charque
(carne-seca, carne-do-ceará ou jabá), apenas
se usando bem menos sal. Por conta disso,
seu tempo de conservação é menor. É bem
mais macia que o charque, pois o sal desidrata
somente a sua capa externa, conservando
em seu interior a umidade, a textura e a
cor original da carne. |
|
PIRARUCU
- o bacalhau brasileiro
O pirarucu (Arapaima gigas) é um
dos maiores peixes de água doce (fluvial
ou lacustre) do Brasil. Pode atingir três
metros e seu peso pode ir até 200 kg.
Encontrado na bacia Amazônica, esse peixe
é um dos maiores de água doce do mundo,
e é conhecido também como o “bacalhau da
Amazônia”. Seu nome vem de dois termos tupis:
“pirá” (peixe) e “urucum” (vermelho), devido
à cor vermelha de sua cauda.
É utilizado para o preparo de diversos pratos
típicos, entre os quais o famoso “pirarucu
de casaca”, um prato à base de peixe, farinha
e banana. O uso de sua saborosa carne é
democrático pois aceita tanto a grelha quanto
um ensopado. Uma das maneiras mais simples
e gostosas de usá-lo é preparado “à dorê”,
para ser degustado com gotas de limão. |
|
Entre
outros pratos da nossa culinária, podem
ser citados: abará, alambica, amor aos pedaços,
angu, arroz com pequi, arroz de carreteiro,
baião-de-dois, bobó de camarão, buchada
de bode ou carneiro, camarão na moranga,
carneirada, caruru, casquinhas de siri,
charque, dourado recheado, ensopado de camarão,
escaldado, escondidinho, espeto, espinhaço
de ovelha, feijão tropeiro, feijão verde,
frango com guariroba, galinha ao molho pardo,
galinha caipira, leitão à pururuca, pacu
frito ou assado, panelada, pato no tucupi,
peixe com mandioca, pirão, polenta frita,
quiabo frito, salame de porco, sarapatel,
sopa de jerimum, tacacá, tambaqui, tapioca,
torta capixaba, tucunaré, tucupi, tutu,
vaca atolada, vatapá, virado, xinxim de
galinha, etc. |
|
| |
| Festas
do Brasil |
| Em
comemoração aos 100 anos da SBD, o 67º Congresso
faz uma homenagem ao espírito alegre e festeiro
do brasileiro. Neste comunicado, destacamos
algumas dessas famosas celebrações. |
|
CARNAVAL
- a festa que agira o Brasil inteiro
O Carnaval teve origem na Grécia,
em meados dos anos 600 a 520 a.C. Os gregos
realizavam seus cultos em agradecimento
aos deuses pela fertilidade do solo e pela
produção. Na Antiguidade era marcado por
grandes festas, nas quais se comia, bebia
e
participava de alegres celebrações na busca
incessante dos prazeres. A Igreja Católica
se opunha a estes festejos pagãos, porém,
em 590, decidiu reconhecê-los mas exigiu
que o dia seguinte, a Quarta-feira de Cinzas,
fosse dedicado à expiação dos pecados e
ao arrependimento. No século XI, implantou
a Semana Santa, antecedida por quarenta
dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período
de privações acabaria por incentivar a reunião
de diversas festividades, a festa carnavalesca,
nos dias que antecediam a Quarta-feira de
Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra
"carnaval" está relacionada à
ideia de deleite dos prazeres da carne marcado
pela expressão carnis valles, carnis em
latim significa carne e valles, prazeres.
O recorde de Maior Carnaval do Brasil é
para o realizado no Rio de Janeiro, que
em 2011 atraiu quase 5 milhões de foliões,
reuniu aproximadamente 400 blocos e mais
de 300 bandas, culminando no desfile da
Sapucaí. O recorde de Maior Carnaval de
Rua do Mundo é para o de Salvador, que atrai
em média 2 milhões de pessoas. O Carnaval
de Salvador dura seis dias e tem lugar em
26 km de vias públicas no centro da cidade,
com 100 blocos e trios elétricos. |
|
LAVAGEM
DO BONFIM - um sincretismo afro-católico
A Lavagem das Escadarias da Igreja
de Nosso Senhor do Bonfim é um ritual religioso
que reúne milhares de pessoas e é considerado
a segunda maior manifestação popular da
Bahia, perdendo apenas para o Carnaval.
Duas religiões se unem, católicos e adeptos
do
candomblé, percorrem juntos 8 km e cantam
hinos de adoração às duas principais divindades
de cada crença, Nosso Senhor Jesus Cristo
e Oxalá, configurando um dos maiores exemplos
brasileiros do fenômeno de fusão de religiões.
As baianas com seus trajes típicos – turbantes,
saias engomadas, braceletes e colares –
comandam o cortejo e carregam vasos com
água de cheiro. Atrás delas vem o bloco
Filhos de Gandhi e uma multidão de fiéis.
Todos se vestem de branco, que á a cor de
Oxalá, o deus Yoruba sincretizado com Senhor
do Bonfim. Num gesto simbólico de purificação
as baianas molham com água de cheiro os
10 degraus da escadaria da igreja, onde
também depositam flores. O ritual termina
em festa, animada por música, bebidas e
comidas típicas vendidas nas barracas que
são montadas ao redor da igreja. É possível
também comprar as tradicionais fitinhas
do Senhor do Bonfim, que tem exatamente
o mesmo comprimento do braço da imagem que
está dentro da Igreja. Acredita-se que ao
amarra-la no pulso deve-se fazer três pedidos
que serão realizados quando a fitinha cair. |
|
CAVALHADAS
- recriação de torneios medievais
As Cavalhadas recriam os torneios
medievais e as batalhas entre cristãos e
mouros, algumas vezes com enredo baseado
no livro “Carlos Magno e Os Doze Pares da
França”, uma coletânea de histórias fantásticas
sobre esse rei. No Brasil, as Cavalhadas
têm registro desde o século XVII e acontecem
durante a Festa do Divino nas regiões Sul,
Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Os cavaleiros
dividem-se em dois grupos, vestidos com
bonitos trajes azuis (cristãos) ou vermelhos
(mouros), montando cavalos enfeitados. Após
vários diálogos (encontro das embaixadas),
simulam lutas mostrando sua perícia, portando
revólveres, espadas e lanças. A corte é
representada por personagens como o rei,
o general, príncipes, princesas, embaixadores
e lacaios, todos vestidos com ricas fantasias.
De lados opostos do campo estão os redutos
dos reis cristãos e mouros. No final há
paz, os cristãos vencem os mouros, que se
convertem ao cristianismo. Os cavaleiros
se entregam a uma série de competições equestres
(sortes), oferecendo os troféus às suas
"damas". Duas bandas de música
acompanham o espetáculo: a de "pancadaria"
ou "infernal" apupa os faltosos
e a outra toca em louvor dos vencedores.
No Rio Grande do Sul são conhecidas as Cavalhadas
realizadas principalmente em Cazuza Ferreira,
distrito de São Francisco de Paula, Vacaria,
Mostardas, Santo Antonio da Patrulha e Caçapava.
|
|
RÉVEILLON
- o despertar para um Ano-Novo
O Ano Novo é um evento que acontece
quando uma cultura celebra o fim de um ano
e o começo do próximo. A celebração do evento
é também chamada Réveillon, termo oriundo
do verbo francês réveiller, que em português
significa "despertar". A comemoração
ocidental tem origem num decreto do governador
romano Júlio César, que fixou o dia 1º de
janeiro como o Dia do Ano Novo em 46 a.C.
Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o
deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva
do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte)
– uma voltada para frente (visualizando
o futuro) e a outra para trás (visualizando
o passado). No Rio de Janeiro há queima
de fogos e shows musicais ao longo da orla
marítima. A principal ocorre na Praia de
Copacabana, que na virada de 2011 para 2012,
teve sua queima de fogos com duração de
16 minutos e contou com cerca de dois milhões
de pessoas. A cidade recebeu, do World Travel
Guide, o prêmio de maior festa de réveillon
do mundo. Em São Paulo, durante a tarde
do dia 31 de dezembro, ocorre a Corrida
Internacional de São Silvestre, que é a
mais famosa corrida de rua no Brasil, realizada
no dia de São Silvestre (data de morte do
Papa da Igreja Católica, canonizado também
neste dia, anos depois, no quarto século
da Era Cristã). Possui um percurso de 15
km, menos da metade de uma maratona, mas
com quase todas as suas dificuldades devido
ao intenso calor do verão e aos obstáculos
geográficos a serem superados pelos participantes. |
|
OKTOBERFEST
- a festa da cerveja
A Oktoberfest é um festival de
cerveja e uma feira de produtos e diversões
celebrada originalmente na Alemanha e disseminada
por vários lugares do mundo. No Brasil ela
chegou com a cultura dos imigrantes alemães
e é realizado em diversas cidades principalmente
de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
A primeira Oktoberfest de Munique, em 1810,
comemorou o casamento do príncipe herdeiro
Luís, mais tarde rei Luís I da Baviera,
com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen.
Na ocasião foi realizada uma corrida de
cavalos que contou com a presença da família
real da Baviera. O enorme sucesso fez com
que fosse marcada outra festa para Outubro
do ano seguinte, e assim começou a tradição.
A Oktoberfest não é só cerveja. É folclore,
memória e tradição. Durante os dias da festa
todas as tradições alemãs afloram na sua
máxima expressão, através da música, da
dança, dos trajes, da culinária típica e
do saboroso chope, que preservam os costumes
dos antepassados vindos da Alemanha para
formar suas colônias no Brasil. A cerveja
é uma bebida produzida a partir da fermentação
de cereais, principalmente a cevada maltada,
e acredita-se que tenha sido uma das primeiras
bebidas alcoólicas a serem desenvolvidas
pelo ser humano. Ela já era conhecida pelos
sumérios, egípcios e mesopotâmios, desde
pelo menos 4.000 a.C. Como os ingredientes
usados para fazer cerveja diferem de acordo
com o local, suas características (tipo,
sabor e cor) variam amplamente. |
|
FESTA
JUNINA - uma festa popular multicultural
As Festas Juninas começaram antes
da Era Cristã, quando os povos germânicos,
egípcios, persas, sírios e sumérios comemoravam
o solstício de verão – dia mais longo e
noite mais curta do ano – que ocorre no
mês de junho no hemisfério norte. A Igreja
Católica, porém, atribuiu a essas festas
um caráter “cristão”. As divindades pagãs
homenageadas foram substituídas por São
João Batista (dia 24 de junho), São Pedro
e São Paulo (dia 29) e Santo Antônio (dia
13). Assim, as festas desses santos passaram
a ser chamadas de juninas. Os colonizadores
portugueses cultivavam essa tradição e incorporaram
aos costumes das populações indígenas e
afro-brasileiras. Com o passar do tempo,
as comemorações foram agregando variações
regionais. A música e os instrumentos usados
estão na base da música popular e folclórica
portuguesa. As roupas 'caipiras' são uma
clara referência ao povo campestre, que
povoou principalmente o Nordeste do Brasil.
O local onde ocorre a festa é chamado de
arraial, um espaço ao ar livre onde barracas
são erguidas, decorado com bandeirinhas
de papel colorido, balões e palha de coqueiro
ou bambu. Nos arraiais acontecem as quadrilhas,
os forrós, leilões, bingos e os casamentos
matutos. A Festa Junina de Caruaru, em Pernambuco,
é a maior festa de São João do Mundo. |
|
FESTIVAL
FOLCLÓRICO DE PARINTINS - a opéra do boi
É
uma festa realizada na cidade de Parintins,
Amazonas, onde competem duas associações:
o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi
Caprichoso, azul. A apresentação ocorre
no Bumbódromo, um tipo de estádio com o
formato de uma cabeça de boi estilizada.
Durante as três noites de apresentação,
os dois Bois dançam e cantam. A música que
acompanha é a toada, produzida por vários
ritmistas. Muitas incluem sons da floresta
e o canto dos pássaros. As letras exploram
mitos, lendas da floresta amazônica, rituais
indígenas e costumes dos ribeirinhos através
de alegorias e encenações. Conta a lenda
que Mãe Catirina, grávida, desejava comer
a língua do boi mais bonito da fazenda.
Para satisfazer o desejo da mulher, Pai
Francisco manda matar o boi de estimação
do patrão. Pai Francisco é descoberto, tenta
fugir, mas é preso. Para salvar o boi, um
padre e um médico são chamados (o pajé,
na tradição indígena) e o boi ressuscita.
Pai Francisco e Mãe Catirina são perdoados
e há uma grande comemoração. A galera (torcida)
dá um show à parte. Enquanto um Boi se apresenta,
sua galera participa com todo entusiasmo.
Seu desempenho também é julgado. Do outro
lado, a galera do lado contrário (adversário)
não se manifesta. São proibidas vaias, palmas,
gritos ou qualquer outra demonstração de
expressão quando o "contrário"
se apresenta; ficam no mais absoluto silêncio,
num exemplo de cordialidade, respeito e
civilidade. |
|
CÍRIO
DE NAZARÉ - 15 dias de celebração
O Círio de Nazaré, em devoção a
Nossa Senhora de Nazaré, é a maior manifestação
religiosa católica do Brasil e o maior evento
religioso do mundo. O termo "círio"
tem origem na palavra latina cereus, que
significa vela grande. No Brasil era uma
romaria vespertina e até mesmo noturna,
daí o uso de velas. No ano de 1854, para
evitar a repetição da chuva torrencial como
a que havia caído no ano anterior, a procissão
passou a ser realizada de manhã. A introdução
da devoção à Santa, no Pará, foi feita pelos
padres jesuítas, no século XVII. A tradição
mais conhecida relata que, em 1700, Plácido,
um caboclo, descendente de portugueses e
de índios, andava pelo igarapé Murutucu
quando encontrou uma imagem de Nossa Senhora
da Nazaré. Plácido levou a imagem para casa
e ela retornou inexplicavelmente ao lugar
do achado por diversas ocasiões. Apesar
do Círio de Belém ser o mais conhecido no
Brasil, o Círio mais antigo do Brasil data
de 1630, em Saquarema, Rio de Janeiro. Após
noite tempestuosa, a imagem de Nossa Senhora
de Nazaré foi encontrada por pescadores,
porém ela sempre retornava aos penedos onde
foi encontrada. Em Belém, as manifestações
religiosas duram quinze dias. Entre os pontos
altos destacam-se: o Traslado de Nossa Senhora,
Romaria Rodoviária, Romaria Fluvial, Moto-Romaria,
Trasladação, Procissão do Círio e Recírio
(duas semanas após o Círio, uma procissão
de despedida). |
 |
FESTA
DO PEÃO - a adrenalina corre solta na arena
Festa do Peão de Boiadeiro ou simplesmente
Festa do Peão é uma festa popular que consiste
num rodeio de touros e cavalos com apresentações
musicais. Um evento rural, que tem suas
raízes no transporte de gado pelas estradas
de terra desde as pastagens aos frigoríficos
das cidades. Os peões das "comitivas"
que levavam estas boiadas se reuniam ao
entardecer para brincar de montar cavalos
bravos. Eles passavam meses viajando pelos
Estados brasileiros, eram as estrelas da
Festa do Peão e, muitos deles, acabaram
se transformando em competidores e corriam
de uma festa para outra atrás dos prêmios.
A prática do rodeio em touros, hoje muito
mais dinâmica que a de cavalos, foi trazida
dos Estados Unidos. Os "toureiros"
salva-vidas garantem a segurança e a própria
vida dos peões de rodeio. Vestidos de maneira
espalhafatosa, para chamarem a atenção dos
touros, muitas vezes se posicionam entre
o animal e o peão, após a queda da montaria.
No Brasil acontecem centenas de festivais
desse tipo durante o ano todo, famosos e
reconhecidos mundialmente, sendo que alguns
estão entre os maiores do mundo. A maior
festa de rodeio no Brasil é a Festa do Peão
de Barretos. A adrenalina que corre solta
na arena e a emoção do público fazem da
festa um show que merece ser assistido.
|
 |
FESTA
DA UVA - e/ou do vinho
A Festa da Uva remonta a colonização italiana
principalmente no Sul do outros produtos
da terra, responsáveis pelos primeiros No
Brasil são realizadas várias festas em nome
da uva ou do vinho. Diversos produtores
colocam em exposição e à venda variedades
de uva, vinho e produtos derivados da matéria-prima
de lavouras e pomares dos produtores locais.
Os visitantes se divertem com uma variada
programação, entre shows, apresentação de
grupos folclóricos, desfile de carros alegóricos
que levam as rainhas e princesas da festa.
É possível saborear a comida típica da região
e participar de alguns hábitos dos colonizadores
italianos, como amassar uvas com os pés,
arremesso de queijo parmesão e fazer macarrão
artesanal. O vinho possui uma longa história
que remonta aproximadamente 6 mil anos a.C.,
com origem nos atuais territórios da Geórgia
ou do Irã. O seu aparecimento na Europa
ocorreu há aproximadamente 6500 anos, na
região hoje ocupada pela Bulgária ou Grécia,
sendo muito comum na Grécia e Roma antigas.
O vinho tem desempenhado um papel importante
em várias religiões desde tempos antigos.
O deus grego Dionísio e o deus romano Baco
representavam o vinho e ainda hoje o vinho
tem um papel central em cerimônias religiosas
cristãs e judaicas como a Eucaristia e o
Kidush. |
|
|
|
 |
|
| ..
67º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia | Todos
os direitos reservados |
|